Trocar o pneu com o carro andando é mais ou menos a situação que os executivos das grandes empresas vivem hoje. Se, por um lado, é necessário manter a operação funcionando e crescendo, por outro é cada vez mais urgente fazer investimentos em experimentações e inovações que vão garantir o futuro dos negócios.

De acordo com a ACE Innovation Survey 2019, 60% dos participantes da pesquisa exclusiva desenvolvida pela ACE acredita que o nível de inovação em suas empresas nos últimos dois anos foi baixo ou moderado, e 70% afirmam que estão sofrendo alguma disrupção no segmento

Para validar as necessidades de inovação das companhias, criamos um checklist com as dez principais ações para deixar sua empresa pronta para dar esse passo. Parte das ideias que nos inspiraram estão no artigo Is Your Company Ready For Innovation?, publicado na revista Forbes. 

Incentivo à inovação deve vir do CEO 

O CEO precisa acreditar na inovação, por isso, é necessária uma mudança de mindset, de cultura, processos e da forma como o desempenho dos colaboradores é mensurada. Cobrar resultados financeiros de curto prazo de um projeto de inovação, por exemplo, é um grande erro. Esse é um assunto muito debatido em reuniões da ACE, e você pode encontrar mais alguns conteúdos aqui.

Design organizacional

Além da liderança, também é necessário projetar as estruturas da empresa que vão apoiar a inovação. Quando os líderes falam sobre uma cultura de inovação, eles geralmente se referem a práticas como ideação, experimentação e desenvolvimento de produtos. No entanto, esses comportamentos não surgem do nada. A inovação vai entrar no DNA da empresa se for entendida como fundamental e desejada por todos que trabalham nela. Para entender sobre como se constroi essa estrutura, dá uma olha nesses conteúdos aqui:

– Saiba como funciona o Design Sprint
– Dicas para atingir o sucesso com Squads

Conhecimentos sólidos sobre inovação

Para que os executivos e as equipes sejam criativos e inovadores, todos precisam de informações, conhecer metodologias e desenvolver habilidades. Depois que as pessoas tiverem conhecimentos suficientes sobre o que pode ser feito, é indicado começar por pequenas iniciativas, tocando o projeto como se fosse uma startup, para ver quais são os resultados. 

Confiança nas equipes de inovação

Também está nas mãos dos executivos facilitar a vida dos colaboradores e confiar neles em vez de apertar a fiscalização e o controle do time de inovação. Para monitorar o trabalho, incentive a criação de comitês, que de tempos em tempos precisam apresentar o progresso dos projetos. E lembre-se, progresso aqui quer dizer aprendizado e cumprimento de metas de processo, não dinheiro.

Orientação estratégica

Os líderes devem fornecer às equipes de inovação uma estratégia clara de inovação. E as diretrizes dela devem ser divulgadas a todos que trabalham na empresa, para incentivar a construção e o desenvolvimento de um ambiente de inovação. 

Alocação de recursos

Não dá para esperar que uma empresa desenvolva projetos inovadores sem que sejam disponibilizados recursos oficiais reservados para inovação, certo? Por isso, os líderes precisam garantir orçamento, tempo e recursos (inclusive humanos) que permitam a manutenção da inovação e o desenvolvimento de novos negócios paralelamente ao dia a dia da operação.

Trabalho colaborativo

Muitas vezes, é difícil para as equipes de inovação e do core business colaborarem umas com as outras. Na verdade, pode até haver brigas por recursos, que geralmente são ganhas pelos funcionários da operação. Por isso, é necessária a elaboração políticas claras que ajudem os inovadores a colaborar com o core business e vice-versa.

Recompensas e incentivos

A maioria das empresas gerencia a inovação usando os mesmos sistemas de recompensas e incentivos que o negócio principal. As metas anuais e o processo de revisão de bônus dificultam a comemoração do aprendizado proporcionado pelos testes. A inovação precisa ter um sistema de incentivos exclusivo, diferente daquele do negócio principal.

Prática de inovação

A inovação não deve ser feita usando as mesmas ferramentas e práticas do core business, ou seja, é necessário abrir espaço para a experimentação e para o uso de metodologias ágeis. Testes constantes seguidos de feedbacks aumentam a velocidade de aprendizado e, obviamente, as chances de acerto.

Atenção ao horizonte 3

Ainda que as empresas tenham um mercado a defender para continuar a crescer no curto prazo, é necessário sempre desafiar a equipe de inovação para atacá-lo, já que a velocidade de morte dos negócios tradicionais está mais acelerada.


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