O ambiente de inovação não é algo que acontece automaticamente nas empresas, apesar de ser um conceito tão abordado atualmente – inclusive aqui na ACE, onde já abordamos o tema por diferentes perspectivas.

O primeiro ponto é que o líder realmente eficiente é aquele que cumpre na prática aquilo que prega. “As empresas que mais conseguem inovar são aquelas em que a liderança tem alto comprometimento com o tema inovação“, diz Fernanda Aidar, Innovation Product Manager da ACE.

Fernanda lembra que a inovação é sempre uma questão de design organizacional. “E o design organizacional inclui os processos, as pessoas, as estruturas e o modelo de liderança. O líder tem um papel fundamental, como um todo, na inovação. Mais do que apoiar, ele tem que dar exemplo.”

E como é dar esse exemplo? “O líder é o primeiro que deve romper as barreiras para inovação. Essas barreiras são: os longos rituais para aprovar projetos, situações políticas, burocracias… tudo isso é causa de fracasso de um processo de inovação.”   

Outro erro comum dos líderes é querer dizer o que deve ser feito. “O líder deve ter o papel de facilitador e deixar o time inovar por conta própria. Ele faz perguntas e guia o time para o resultado, e muitas vezes esse resultado vai ser diferente – e melhor – do que o líder pensava no começo do projeto”, diz a especialista da ACE.

Outra questão a ser abordada é sobre a hierarquia tradicional das empresas. Em alguns casos, ter o papel de presidente, diretor, gerente e analistas pode ser essencial para a estrutura, mas isso pode atrapalhar projetos de inovação caso esse sistema seja rígido demais. A consequência de uma hierarquia pouco flexível pode ser de colaboradores mais preocupados em agradar a opinião dos chefes e “crescer” pessoalmente na empresa do que em maximizar os resultados.

CONFIANÇA, COLABORAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Em um artigo publicado ainda em 2014 na Forbes, de nome “5 Maneiras nas quais os Líderes Possibilitam a Inovação em suas Equipes”, o autor Glenn Llopis já falava sobre outros pontos importantes – e de certa forma interligados – para trabalhar esse tema com os colaboradores.

Segundo ele, o líder precisa confiar em si mesmo o suficiente para confiar nos outros, o que acab­a gerando uma equipe formada por pessoas mais confiantes e transparentes. “Dessa maneira, você se torna mais paciente, passa a ouvir mais e, com o passar do tempo, se torna mais grato pelas novas experiências e relacionamentos que estão sendo formados.”

Esse é o primeiro passo que gera um ambiente de colaboração e descobrimento – onde a equipe se sente à vontade para explorar novas ideias sem o medo de serem julgadas – e, posteriormente, de comunicação e aprendizado geral. Outros dois comportamentos que ele indica para o líder são: seja um corajoso agente de mudança, “abraçando o risco como sendo o novo normal”, e ajuste o caminho mirando a perfeição.

Nesse último ponto, ele indica três perguntas básicas que o ajudarão a corrigir o percurso: O que eu devo continuar fazendo? O que eu devo parar de fazer? O que eu devo começar a fazer?

nesse texto publicado pela empresa de recrutamento neozelandesa Robert Half, que também lista algumas dicas para estimular a inovação, há outras sugestões mais direcionadas ao ambiente de trabalho e que também são fundamentais: mais colaboração e menos competição entre as equipes, atenção ao volume exagerado de trabalho e cuidados para evitar o estresse e o burnout – que podem atingir tanto você quanto os outros colaboradores.


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