Quando abordamos métodos ágeis, desdobramos seus conceitos e reforçamos a necessidade de um mindset inovador dentro das companhias surge a inquietação real do dia a dia: como mesmo isso é aplicável em grandes empresas? Pode onde deve-se começar? Onde dentro das corporações se originam essas movimentações inovadoras, que colocam em cheque o design organizacional tradicional?

Pois bem, a dúvida é legítima, uma vez que surgiram diversos frameworks, níveis e formas de se trabalhar com estas metodologias, conforme estas passaram a ser incorporadas por grandes corporações.

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Assim, explicamos cada um dos níveis (em uma clara ascendência de inovação, mas um passo de cada vez) dos métodos ágeis:

Nível I: Agile Development

Neste nível, os métodos ágeis são aplicados de maneira integral, geralmente através de grupos de desenvolvedores, UX ou UI, que trabalham de  forma interdependente para entrega modular de softwares.

Aqui o planejamento é muito mais rigoroso e a metodologia é seguida em cada uma de suas nuances, de forma a garantir a resolução de bugs ou imprevistos da melhor forma possível. Existem diversos frameworks e certificações que auxiliam na aplicação para uso em desenvolvimento, tais como SaFe e Nexus.

Nível II: Squads

São os famosos grupos multidisciplinares autogerenciados e independentes, alocados em projetos com alto nível de incerteza. Trabalham agile como mindset acima das rotinas e regras.

Este modelo de trabalho foi disseminado pela Spotify e adotado em diversas companhias nos últimos anos. Basicamente, parte do princípio de que um time autônomo, autogerenciado e bem alinhado com as estratégias da empresa seria capaz de realizar evoluções maiores do que um time micro gerenciado com rotinas e regras rígidas.

Nesta forma de se trabalhar, o mindset torna-se mais importante do que o próprio método, sendo este aplicado apenas em suas rotinas, priorizações e pontuações.

Nível III – Células ágeis

Funcionais primordialmente em projetos de eficiência operacional ou busca de receita, as células ágeis são grupos multidisciplinares, alocados em meio período em projetos que demandam conhecimento de diversas áreas da empresa.

Neste cenário, o Scrum  passa ser aplicado muito mais através das rotinas ágeis e ferramentas como pontuações e gráficos de burndown ficam em segundo plano, assim como o mindset.

Muitas vezes confundidas com squads por corporações, as células ágeis tornaram-se uma forma comum de disseminar a cultura ágil em companhias de grande porte, que não possuem uma equipe robusta e numerosa para alocação full time. É importante ressaltar, entretanto, que estas células nem sempre funcionam com o viés de inovação.

Nível IV – Rotinas ágeis

Neste nível, apenas as rotinas e não o método como um todo são aplicadas. Isto ocorre majoritariamente em processos mais estruturados ou com times homogêneos, apenas para acompanhar o andamento e identificar possíveis travas ou incêndios. Podemos ter como exemplo a área de marketing, que funciona com a rotina Scrum (planning, daily meeting, sprints, reviews…), mas sem o objetivo de um projeto específico, apenas para agilizar a rotina e entregas da área.


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