70% das empresas estão sofrendo algum tipo de disrupção

Por Renata Sagradi - 16 Aug 2019, 18:49
70% das empresas estão sofrendo algum tipo de disrupção

Pelo segundo ano realizamos a ACE Innovation Survey, a maior fonte de dados sobre a inovação no Brasil. Nela, falamos com empresas de segmentos diversos e estágios de inovação diferentes.

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Entre muitos achados, destacamos um fato preocupante: 70% dos entrevistados na ACE Innovation Survey 2019 afirmaram que o segmento no qual atuam está sofrendo algum tipo de disrupção. E, mesmo diante desse cenário de mudanças, apenas pouco mais de 10% trabalham com algum tipo de inovação disruptiva que possa matar ou substituir seu próprio negócio. 

A verdade é que a pesquisa nunca mostrou qualquer correlação entre este tipo de ação e inovação de verdade: aquela que aumenta a receita da empresa ou que aumenta o seu valor de mercado. E é neste tipo de inovação que estes executivos deveriam focar sua energia.

Enquanto 42% dos entrevistados C-Level se dizem satisfeitos com o envolvimento da alta gerência em iniciativas de inovação, esse número cai para 26% entre a diretoria e a gerência. Existe um abismo de percepção entre os níveis hierárquicos dentro das empresas. E acreditamos que exista uma grande oportunidade de alinhamento entre estes executivos. A mudança começa por cima. Os inovadores precisam descobrir sua própria verdade, suas próprias teses e apostas. E olhar para o lado e não ver outras empresas fazendo o mesmo, gera ansiedade. 

A disrupção traz FOMO

Aqui na ACE, encontramos empresas menos focadas nos concorrentes e prestando mais atenção nos seus clientes. Nossa convicção é que as melhores estratégias vêm desta abordagem. Deixando o FOMO de lado e criando um caminho único, com seu estilo e modelo de atuação, estas empresas estão despontando na economia brasileira. Mais de 20% afirmam que os clientes são a principal fonte de inovação. 

Diferente de muitos executivos que apontaram uma extrema necessidade de acompanhar a concorrência e o que tem sido feito lá fora, daí o FOMO, a ACE acredita que a inovação é possível dentro da própria empresa, com programas de intraempreendedorismo e olhando para as necessidades dos clientes que já tem hoje. 

Uma pesquisa como essa, abordando grandes empresas, é necessária para entender os próximos passos e para onde caminha o futuro dos mercados. É lá que a ACE vai estar.

Por: Renata Sagradi

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