O tópico é polêmico e pode ter inúmeros olhares. E no fim, tudo depende. Com cursos para empreender cada vez mais mainstream, que cuidados devemos tomar na hora de optar por um?

Primeiro, certifique-se de que quem irá ministrar as aulas tem bagagem prática do que irá abordar. Como você vai receber conselhos de quem não vivenciou as mesmas dores? Procure alguém que tenha os três itens básicos:

  1. Prática
  2. Repertório
  3. Experiência

“Tive uma vida acadêmica bem intensa e, muitas vezes, quando colocava na prática, não funcionava exatamente como havia visto na teoria”, conta Victor Navarrete, Head de Operações da ACE.

Dentre as possibilidades que um curso para empreendedor oferece, estão a apresentação do ferramental e metodologias para tocar o negócio próprio, além de trazer a luz eventuais pontos cedo de empreendedores ainda inexperientes. 

A experiência prática no empreendedorismo é fundamental para sedimentar qualquer conhecimento teórico. “É como aprender a nadar: você pode fazer um curso antes para saber como agir, mas é no momento que você entra na piscina que você testa os conceitos e descobre como se sente”, compara Pedro Waengertner, CEO da ACE. 

Cursos para aprender a empreender estão disseminando com muita velocidade, nos mais variados formatos. A busca no Google traz mais de 62 milhões de resultados. “Mas por que não ir atrás de empreendedores de sucesso para pedir dicas em um almoço ou bate papo?”, questiona Sulivan Santiago, CTO da ACE. “Pedir dicas de livro para empreendedores que estão mais a frente na jornada também pode ser uma boa saída”. 

Do outro lado, o sucesso

Se o empreendedorismo não é para todos, o perfil é certamente valorizado no mercado de trabalho, que hoje busca intraempreendedores para desafiar o status quo das grandes companhias. 

Vide o projeto CorageN, da Natura, que selecionou os melhores candidatos com perfil empreendedor, sem levar em consideração área ou grau de escolaridade como pré-requisito”, lembra Victor. 

Além das hard skills, as soft skills são muito importantes para empreender. Ter que lidar com situações difíceis, montar e motivar um time – aspectos de alta relevância na hora de montar o próprio negócio. É necessário uma boa dose de inteligência emocional.

Existem, também, dois tipos de empreendedor para se levar em consideração: gerenciar uma franquia é completamente diferente de uma startup. Principalmente no que se pode esperar e no retorno sobre o investimento que você vai ter. Ou não vai ter, muito possivelmente no caso de uma startup. 

“Empreendedorismo também pode ser uma ciência. O sucesso não depende só de um toque de Midas, achar que empreendedor nasce com dom”, pondera Sulivan. 

Existe uma preocupação final com o consumo desenfreado desse tipo de curso, que podem criar falsas expectativas e deixar pessoas com a impressão de que vão ganhar dinheiro fácil. 

Qual a sua conclusão? 

Para saber a qual conclusão chegamos, ouça o podcast completo abaixo.


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