As fintechs vão dominar o setor bancário?

Por Renata Sagradi - 30 Jan 2020, 07:25
As fintechs vão dominar o setor bancário?

No ecossistema das startups, o termo fintech tem ganhado os holofotes, principalmente no Brasil. Mas por que isso acontece e, mais ainda, o que configura uma fintech?

São startups que oferecem crédito, marketplaces de crédito, meios de pagamento, e-wallets, cálculo de análise de risco, bancos digitais – toda uma sorte de atuação que fecham essa cadeia financeira. Por fim, é toda startup que se baseia em um modelo financeiro para se remunerar. 

De rápida penetração, as fintechs ganharam um espaço considerável nos últimos cinco anos. Enquanto bancos tradicionais querem atender a todas as demandas de seus clientes, fintechs se especializaram em serviços específicos, numa espécie de movimento de unbundling. Resolvendo uma dor específica do cliente e se especializando naquele produto. O resultado, é uma melhora na experiência do cliente. 

No entanto, ainda há muito glamour permeando o termo – muitas vezes aplicado de maneira equivocada para valorizar um serviço “tradicional”.

E os bancos digitais?

O brasileiro Nubank tem chamado atenção no mundo. Ele surgiu como um cartão de crédito gratuito, e, hoje, segue uma tendência de se tornar um full bank, com a marca de 20 milhões de clientes, atingida em janeiro de 2020. Além de, claro, ter se tornado um “decacórnio” com o valor de mercado de US$ 10 bilhões.

Seu principal impacto foi ajudar o público geral a entender as facilidades que a tecnologia pode trazer, principalmente em um vasto mercado de pessoas ainda desbancarizadas. A princípio, ele mirou na geração Z, os nativos digitais habituados a uma linguagem mais informal, e, aos poucos, ganhou espaço com a propaganda boca a boca, seu principal canal de aquisição. 

Tanto Nubank quanto Stone, duas das fintechs que mais se destacam, usam da tecnologia para resolver dores específicas dos clientes. Trabalhando bem essa experiência, eles ganharam fidelidade e reduziram o churn – aqui, a tecnologia é um meio importante para tirar a fricção dos processos.

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Qual o futuro das fintechs?

“Não acredito que em cinco anos teremos apenas um vencedor. Acho que no Brasil temos muitas oportunidades em diferentes setores. Não teremos uma concentração bancária tão forte”, diz Frederico Pompeu, sócio do BTG e Head do boostLAB (e que você ouve em nosso episódio do podcast). “Isso também vai em linha com a agenda dos agentes de regulação, que buscam incentivar a criação de novos players”.

Considerando o cenário brasileiro, esses reguladores são dos mais progressistas, incentivando a concorrência, o que quebra concentração bancária que existe hoje.

>> Por que fintechs são uma tendência?

Com exceção Estados Unidos e China, que são outliers em qualquer segmento, o Brasil está bem colocado no cenário mundial, com um grau softiscado de empreendedorismo. Essas boas histórias ajudam a fomentar nosso ecossistema. 

Quer aprofundar ainda mais no debate? Ouça abaixo nosso episódio do podcast!

Por: Renata Sagradi

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