Com a mudança estratégica da ACE Startups de aceleradora para empresa de investimento, diversos empreendedores e agentes do ecossistema vieram até o nosso time em busca de mais informações sobre o novo momento da ACE e como passamos a ajudar as empresas. 

Vamos responder às principais dúvidas e contar um pouco de como atuamos desde a originação de novos deals, até o trabalho estratégico para levar startups até a Série A, com bizdev e conexões com grandes corporações, fundraising ativo, acompanhamento estratégico e acesso a conteúdo, método, mentores e parceiros.

Quanto a ACE investe por startup?

A ACE é especialista em desenvolver startups durante o estágio de Seed, indo do Problem Solution Fit até o Product Market Fit. 

Por isso, buscamos ser o primeiro investidor institucional de uma empresa e acompanhá-la ativamente até a Série A, com aportes de R$ 100 mil até R$ 1 milhão por startup no primeiro cheque. A quantia investida é decidida caso a caso, e há oportunidades de co-investimento com fundos, investidores-anjo e outros agentes desde a primeira rodada de captação até os rounds de follow-on. 

Tese de investimento: em que tipo de startups a ACE investe? 

No Seed Stage, a ACE tem preferência por investir em startups majoritariamente B2B ou B2B2C, público predominante de algumas das empresas de maior destaque do portfólio, como os exits de Hiper, Kaplen, Infoprice, Skyhub, e Shipfy/Axado, por exemplo. 

Além disso, encontramos verticais que consideramos como prioritárias, como Fintech, Agtech, Logística e Healthtech, mercados com potencial bilionário no Brasil e no Mundo, e também entendemos modelos como SaaS (Software as a Service) como preferenciais. 

Entretanto, não excluímos bons negócios e empreendedores excepcionais: já trabalhamos com empresas em outros mercados e com outros modelos de receita e público, com sucesso.

O que pesa a favor e contra na avaliação de uma startup? 

A ACE avalia uma composição de negócio, funding, time, produto, tração e mercado para tomar decisões de aporte, além da adequação do business à tese de investimento que acreditamos. Muitos destes crivos e critérios são compartilhados com os principais fundos de venture capital do País. 

Sobre o time, pesa a favor a experiência dos founders tanto no mercado quanto como empreendedores, e não aceitamos negócios apenas com fundadores part-time ou solitários. Avaliamos também a composição da equipe em relação às competências técnicas e core do negócio, e também analisamos o perfil de cada um dos sócios. 

Sobre o produto, queremos entender a sua maturidade,  número de usuários e clientes, UX, interface, tecnologia, roadmap e se de fato atende ao problema e jobs to be done do cliente. Não investimos em startups sem no mínimo um mínimo produto viável (MVP), nem em spin-offs ou negócios cujo core do produto é terceirizado. 

Sobre a tração, analisamos especialmente receita e crescimento. Entendemos que negócios diferentes possuem indicadores diferentes (GMV, AUM, número de vidas, usuários, entre outros), mas sempre olhamos também para o financeiro, para unit economics (CAC, LTC, churn) e para as formas e canais pelas quais as startups adquirem receita. 

Sobre o mercado, olhamos para o tamanho do mercado, seguindo metodologias como TAM, SAM, SOM, analisamos a competição e cenário de concorrentes, e também o timing da startup e tendências do próprio mercado em relação a crescimento e novas iniciativas. 

Sobre o negócio, observamos indicadores financeiros como cap table, burn rate, runway e demais métricas relacionadas a gestão e também fundraising. Podemos co-investir com outros players ou entrar em um round posterior.

Como a ACE avalia uma startup?

O processo de avaliação começa pela análise da inscrição, por meio de um algoritmo que lê e calcula um score a partir de 44 variáveis. Este score é enriquecido com informações externas e validado por um comitê de profissionais da ACE Startups.

A partir desta avaliação sai uma decisão. Os potenciais destinos da startup após esta etapa são:

a) Eliminação – a empresa não atende os requisitos mínimos para avaliação ou não faz parte da tese de investimento da ACE. A startup é eliminada e recebe um feedback;

b) Acompanhamento – a startup cumpre os requisitos de avaliação  e ganha acesso à Plataforma ACE, onde já começa seu relacionamento. Os empreendedores serão avaliados de acordo com a sua evolução nas entregas, engajamento e métricas, e podem entrar em fluxo de investimento a qualquer momento.

c) Fluxo de Investimento – a startup também avança no processo de seleção para investimento. Nesse caso, um especialista da ACE fará uma investigação mais aprofundada e agendará uma reunião com a startup. 

Nesta conversa, o empreendedor deve mostrar o racional sobre alguns aspectos de seu negócio, como modelo de negócios, tração, tamanho de mercado e outros. Esse deep dive também conta com parecer de especialistas no mercado, vertical ou setor da startup. 

A etapa final do processo de Originação e Acompanhamento é o Comitê de Investimentos.

Nele, analisamos todas as informações coletadas sobre a startup, bem como o deal proposto. Deste Comitê podem surgir também três decisões: aprovação de aporte, acompanhamento da startup ou recusa do deal.

Como posso ser avaliado pela ACE?

Você deve se inscrever neste link aqui para passar por este processo de análise. Todas as startups precisam passar pela inscrição e pelo algoritmo para termos dados científicos e score para análise.

Também estamos sempre em contato com fundos de investimento, investidores anjo, mentores, corporações, aceleradoras e outros programas de fomento, além de eventos e participando de comunidades, buscando ativamente por bons empreendedores. Se você quer indicar uma startup, envie este link para ele.


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