Recentemente, nós começamos uma conversa sobre quais são as principais dores, motivações e potenciais dos líderes de inovação. Todos esses dados e reflexões são baseados na primeira edição da Brazil Innovation Survey, pesquisa que realizamos no 1º semestre de 2018, a partir de entrevistas com profissionais em cargos estratégicos na área de inovação de suas empresas. Hoje queremos continuar essa conversa, dando uma atenção maior para recrutamento, investimento financeiro e parceria com startups.

Quando questionamos esses gestores sobre quais são seus principais medos, entendemos que o principal fator já está sendo acertado: 89% do recrutamento para esses projetos ocorre internamente, isto é, a inovação vem de dentro das empresas. Isso é importante pois essas são as pessoas que já sabem lidar com a parte mais difícil do desafio, que é navegar politicamente na corporação. O que pode ser difícil, a princípio, é como empoderar esses profissionais.

Para uma pergunta complexa, uma resposta simples: o melhor jeito de trabalhar com inovação é via vivência, acelerando a adaptação da equipe com o que existe de mais contemporâneo no ecossistema empreendedor.

Mas não necessariamente acelerar seja significado de realizar múltiplos projetos de inovação de uma só vez. 40% dos entrevistados disseram que suas empresas realizam de 25 a 50 projetos de inovação simultaneamente. Porque? Isto é reflexo da pressão por resultados de curto prazo. Em consequência, acaba surgindo uma diversificação natural das apostas de quais áreas de inovação podem ser investidas, o que é ruim, já que isso acarreta numa dificuldade de produção de projetos com a profundidade necessária para, de fato, inovar.

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Algo que salta aos olhos, portanto, ao analisar que é comum os gestores dizerem que a inovação é uma prioridade para a empresa, é que esses são sempre os primeiros projetos a serem cortados se uma redução de custos é cogitada pela empresa.

Não é à toa que mesmo com empresas que possuem um faturamento anual superior a R$1 bilhão, o que é o caso de 70% das empresas que responderam a nossa pesquisa, essa tenha sido a média de investimento em inovação.

Se envolvemos startups na conversa, a relação das corporações com inovação fica ainda mais estranha: 82,4% das empresas disseram realizarem trabalhos com startups, mas a principal parceria costuma ser na realização de eventos, a iniciativa que tem menos impacto nas métricas de negócio e que menos, de fato, envolve o brilhantismo das startups – metodologias ágeis e inovação.

Mas nem tudo está perdido. Nós chegamos à diversas conclusões a partir da nossa experiência no mercado e de quais alternativas deram certo para essas empresas – para conhecer e compreender nossas conclusões, leia a 1ª edição da Brazil Innovation Survey.

O Pedro Waengertner, nosso CEO, realizou um Webinar de como aplicar uma cultura de inovação à grandes empresas, e no vídeo abaixo, contou como adotar as estratégias de inovação das empresas do Vale do Silício pode ser uma solução:

Na próxima semana, o Pedro retorna em uma nova Webinar sobre o assunto, mas desta vez, dando um panorama de qual o status da cultura de inovação no Brasil. Inscreva-se:


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