Já parou para pensar que testar produtos ou serviços em pequena escala pode ser a forma mais inteligente de verificar o sucesso ou o fracasso deles? Quando na empresa há espaço para experimentação – e tolera erros -, aprendizados ricos e insights são gerados. O resultado? A economia de tempo e recursos. 

O processo da experimentação

Isso, no entanto, não significa sinal verde para todo e qualquer erro. A ideia básica da experimentação é simples: fazer o mínimo de trabalho e obter a maior quantidade de informação, já que o teste sistemático de ideias permite que uma empresa crie e refine seus produtos. “Na ansiedade de colocar um negócio no mercado, boa parte das empresas pula essa etapa, gasta um caminhão de dinheiro e percebe só depois do lançamento que o cliente não quer aquele produto”, diz Victor Navarrete, Head de Operações da ACE Cortex, braço de inovação corporativa da ACE. “E tende a perdurar com o produto, pois não quer assumir o fracasso”. 

Estar disposto a errar e aprender com os erros é pré-requisito do, muitas vezes doloroso, processo de inovação nas empresas. “O que muita gente ainda não entendeu é que a experimentação reduz fracassos”, diz Navarrete. “Para uma empresa lançar um novo produto ou serviço, ela precisa ter dados consistentes baseados em experimentos. É necessário ter fatos que mostram que vale a pena escalá-lo”.

Essa resistência toda à experimentação provavelmente ainda acontece porque, no passado, era caro realizar experimentos ou conseguir contatos com os clientes. Mas as novas tecnologias, como simulações por computadores e a prototipagem rápida, permitem que os testes sejam realizados mais rapidamente e a um custo muito menor

Para viver a inovação na prática, os executivos que comandam as empresas precisam conhecer algumas ferramentas que são aplicadas o tempo todo em startups, como as metodologias ágeis, e partir para a experimentação. “Assim as interações serão feitas com os clientes à medida em que se desenha o produto, se construirá aos poucos, com a participação deles”, diz Navarrete.

CEO é o capitão do time inovador

Os CEOs desempenham um papel fundamental na implantação de políticas de inovação. E mesmo na operacionalização desse novo modo de operar. Boas práticas dessa mudança de mindset incluem, entre outras medidas, implementar comitês de inovação com a diretoria de todas as áreas

Neles, os gerentes de projetos devem apresentar os progressos, como crescimento em número de usuários, validação de preço, market fit, tamanho de mercado… Indicadores esses que são bem diferentes de resultados financeiros. “A alta diretoria precisa entender o que está acontecendo. Porém não para encarar a experimentação como um custo, mas sim como um investimento“, afirma Navarrete.

Perguntas úteis

Uma forma inteligente de avaliar o impacto do experimento em relação a seus objetivos é ter um checklist que possa ser verificado a cada etapa do processo e que vai influenciar a tomada de decisão das próximas ações. Algumas sugestões de perguntas são: 

  • O que foi aprendido?
  • O que precisa ser mudado?
  • Como mudar a partir dos novos aprendizados?
  • É necessário repetir o teste? 
  • Serão necessários mais dados?
  • Estamos atingido os resultados esperados na elaboração da hipótese?
  • O produto/serviço terá escalabilidade?

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