A tecnologia está promovendo a disrupção de todos os setores da economia e a hegemonia das grandes empresas e seus modelos já estabelecidos são constantemente ameaçados por novos entrantes. Diante desse cenário, a inovação está no centro da discussão de toda grande empresa hoje. Transformação digital é a palavra de ordem!

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Até mesmo as empresas mais tradicionais já entenderam a importância da inovação contínua como forma de promover um crescimento sustentável a longo prazo.

A transformação digital dentro da Telefônica Vivo

Quem apostaria que um dos principais cases de inovação corporativa no Brasil seria uma empresa de Telecom? A Telefônica Vivo há dois anos implementou o projeto de Transformação Digital, que usa o modelo de trabalho de squads para desenvolver iniciativas de forma ágil e eficiente.

O que são squads?
Squads: Times multifuncionais, com profissionais de diferentes áreas da empresa, formados para trabalhar em um problema/desafio específico

Atualmente, o projeto já conta com 11 squads e o objetivo é em breve ter a empresa toda trabalhando nesse modelo.

O que outras grandes empresas estão fazendo para se reinventar?

Em todo o mundo, as estratégias de inovação adotadas são várias, de programas de intraempreendedorismo a parcerias e aquisições de startups. Grandes empresas, conhecidas pelo seu tradicionalismo, estão revolucionando seus mercados de atuação de forma diversa.

Vejamos alguns casos:

Walmart

A empresa adquiriu a Jet.com para enfrentar a Amazon. Com a aquisição, a gigante de varejo norte-americana acelerou os esforços de inovação, incorporando algumas das melhores práticas da Jet em seu modelo de negócios já estabelecido (ex., ferramentas de comunicação instantânea entre suas equipes).

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Ao abraçar a cultura de inovação da Jet, o Walmart tem conseguido diminuir o tempo entre a identificação de uma oportunidade e o teste da solução com os clientes, alcançando resultados importantes. Um exemplo é o que fez com o “associate delivery”, onde os próprios funcionários se tornam entregadores durante o caminho de volta para casa.

A empresa também está promovendo a mudança ao alocar executivos da Jet.com em cargos estratégicos de liderança no Walmart.com, garantindo-lhes voz ativa na transformação do negócio digital.

Johnson & Johnson

Com o programa de inovação aberta JLabs, a tradicional farmacêutica oferece espaço e ferramentas de última geração para empreendedores e pesquisadores desenvolverem soluções de inovação para a indústria da saúde como um todo.

É uma aposta na extensão da inovação para fora da companhia, permitindo que outras partes da cadeia produtiva, inclusive competidores, também se beneficiem do processo de inovação.

Barclays

O banco já é um dos maiores inovadores da história, com uma lista impressionante de inovações, como, por exemplo, o primeiro caixa eletrônico do mundo. Foi o primeiro a liderar um programa de aceleração de FinTechs, que hoje já conta com mais de 100 startups graduadas.

Além disso, também lançou o Rise, uma comunidade global de interação com empreendedores, que conta com mais de 40 mil membros e espaços físicos ao redor de 7 hubs de FinTechs no mundo: Nova York, Londres, Manchester, Vilnius, Mumbai, Tel Aviv e Cape Town.

Xiaomi

Construir um ecossistema de inovação através de um programa de conexão com startups parece ser o caminho mais utilizado pelas grandes empresas. A Xiaomi, no entanto, leva essa estratégia a um novo nível, atrelando a força da sua marca e de todo seu ecossistema Mi na construção de escala para o crescimento das startups investidas.

Ao incluir uma nova startup (e, com isso, novos produtos) no ecossistema Mi, a Xiaomi fornece acesso a sua base de usuários, canais de marketing e até sua cadeia de fornecedores.

Em 3 anos, foram 77 investidas e dessas, 4 unicórnios.

O que aprender com a transformação digital destes gigantes?

A inovação é um processo complexo e amplo, que deve permear toda a empresa. Não há uma fórmula única que resulte num negócio que, constantemente, introduza inovações ao mercado, sejam elas incrementais ou radicais.

Mais do que o modelo escolhido (interno, parcerias, aquisições), o sucesso de uma iniciativa depende de fatores estratégicos e organizacionais, como mostra o estudo da Mckinsey “The eight essentials of innovation”.

Quem precisar de ajuda nesse processo, pode contar com o apoio da ACE. Temos um time dedicado exclusivamente a encontrar os melhores caminhos para que grandes empresas se tornem mais ágeis e inovadoras.

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