Há uma nova sigla compondo o staff das diretorias: o CCO (Chief Culture Officer), responsável basicamente por cultivar e, principalmente, manter firme a cultura organizacional da empresa, garantindo que ela seja disseminada entre os funcionários.

Já havíamos citado o CCO como destaque no último SXSW – South by Southwest, festival de inovação, música, tecnologia e cinema em Austin, no Texas, onde a cultura organizacional esteve em pauta em várias palestras.

É um cargo que chamou a atenção pela primeira vez quando o Google estabeleceu a chefe de RH Stacy Sullivan como CCO, há 13 anos, como recordou o Brighter Strategies, em um texto que define o Chief Culture Officer como alguém fundamental para engajar os colaboradores e garantir que eles estejam conectados à cultura organizacional da empresa.

Em uma startup, vale lembrar, a cultura organizacional está sempre aliada a características como inovação, confiança, colaboração e comunicação.  O primeiro passo para engajar os colaboradores está no recrutamento, onde é preciso observar se o candidato se encaixa no fit cultural da empresa. Ele tem o perfil de alguém que assume riscos? Possui mindset inovador? Tudo isso ajudará a garantir que o colaborador e a empresa estão conectados em termos de valores.

Mas a chegada do CCO pode garantir que esse processo esteja supervisionado desde o primeiro momento. E assim ele continuará, como uma espécie de curadoria da cultura da empresa, fundamental para a construção de sua reputação e também para a tradução em resultados positivos – além de colaboradores satisfeitos com o trabalho e engajados.

CHIEF CULTURE OFFICER + CHIEF CUSTOMER OFFICER

Blake Morgan, na Forbes, argumenta que essa função está sendo cada vez mais preenchida nas empresas justamente porque os líderes compreenderam a importância da cultura e seu papel na criação de uma experiência de qualidade que chega primeiro aos próprios colaboradores e depois atinge o consumidor.

Mas ele indica outra nova função para complementar o papel do Chief Culture Officer nessa missão: o Chief Customer Officer, dedicado a garantir que a experiência do consumidor seja bem-sucedida. Além de definir quais serão as siglas de cada posição, já que as iniciais são as mesmas, a empresa que colocar esses dois diretores trabalhando juntos pode criar um “ambiente do trabalho dos sonhos“, segundo o autor.

Ele cita como exemplo a empresa de e-mail marketing MailChimp, que colocou o Chief Culture Officer e o Chief Customer Officer juntos justamente para melhorar a experiência tanto dos colaboradores quanto dos clientes, cada um trabalhando em uma frente. O resultado: uma empresa muito bem-avaliada por seus funcionários e que tem um histórico de bons reviews dos consumidores.

A MailChimp utiliza uma metodologia, entre outras, que realmente integra essas duas áreas: quando um novo colaborador é contratado (sob supervisão do Chief Culture Officer), sua primeira semana é inteiramente dedicada a entender a cultura da empresa, centrada inteiramente no cliente – aí a ligação com o Chief Customer Officer.

Uma das atividades do novo colaborador é conversar com a equipe de pesquisa e entender quais são as principais necessidades do consumidor, e como ele utiliza, por exemplo, o app da MailChimp. É, literalmente, a compreensão completa da experiência do consumidor e uma imersão direta na cultura de uma empresa que prioriza o conceito do consumer first.


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