O que o sucesso ou fracasso de outras startups podem ajudar sua empresa

Por Equipe ACE - 11 Apr 2018, 18:13
O que o sucesso ou fracasso de outras startups podem ajudar sua empresa

Mindblowing, transformação, renovação, aprendizado, intensidade. Foi com essas palavras que alguns dos empreendedores da 11ª turma de aceleração da ACE resumiram os dois dias do Wizard, o evento de boas-vindas para as startups selecionadas para integrar a nova turma da ACE.

Nessas primeiras 48 horas de palestras, conversas e workshops, eles já tiveram um gostinho de como serão os próximos meses.

>> Veja também: O impacto da aceleração para as startups
>> Leia mais: A história de empreendedorismo e superação de Pedro Janot 

Logo nos primeiros minutos da programação, os empreendedores das 12 empresas descobriram que são menos de 1% das 1 400 empresas inscritas. Mas nem deu tempo de inflar o ego. Arthur Garutti, COO da ACE avisou que o processo seria de intenso questionamento e não estava brincando. Ao longo daquele dia e do próximo, os empreendedores foram levados a refletir sobre seu propósito, visão, produto, validação e até sobre inteligência emocional.

Expectativa X realidade

Para um confronto ainda maior com a realidade, os fundadores de quatro das 170 empresas que já foram aceleradas pela ACE participaram de uma mesa redonda e compartilharam um pouco das suas experiências.

Daniel Alves, cofundador da Upik, falou sobre a necessidade de aprender, desaprender e reaprender o tempo todo e, principalmente, sobre sempre ser transparente com seus mentores.

Não dá para antecipar o que vai acontecer amanhã, mas você precisa sempre analisar o que aconteceu ontem e hoje, olhar os problemas de frente e pedir toda ajuda possível.Daniel Alves, cofundador da Upik

Para Luisa Cusnir, cofundadora da N2B, que mudou o modelo de negócio durante a aceleração, ter humildade e a cabeça aberta para ser questionado o tempo todo faz a diferença para o empreendedor.

Mas não pode deixar de lado o planejamento. Você vai viver intensamente o agora, mas precisa pensar no futuro também.Luisa Cusnir, cofundadora da N2B

Aqui jaz uma startup

Elton Soares, cofundador da UpFish, falou sobre um assunto ainda mais difícil: a morte de sua startup. Segundo ele, o que levou a empresa para esse caminho foram as métricas da vaidade.

Nossa empresa oferecia um serviço tão inovador que saímos em jornais, revistas, demos entrevistas para várias pessoas. Só havia um problema: o nosso cliente não estava interessado pelo nosso produto. Elton Soares, cofundador da UpFish

Depois do programa de aceleração, Elton e seus sócios decidiram matar a empresa – o que não foi nada fácil mesmo que os únicos resultados da startup tenham sido massagens de ego.

Se pudesse voltar atrás e fazer diferente, tomaria as decisões mais rápido. Inclusive a de acabar com a empresa. Um empreendedor precisa ser mais racional que emocional  e ter coragem de tomar decisões difíceis baseado em dados, informações, números e não na vaidade.Elton Soares, cofundador da UpFish

Além da vaidade, outra causa frequente de morte – ou pivotada – de startups é a formação do time. Patrick Tytgadt, fundador do 789Trip, que também participou da aceleração da ACE cometeu esse erro na empresa, que não chegou a fechar, mas está ‘estacionada’.

Nosso maior erro foi não ter ninguém de tecnologia no time. Terceirizamos tudo e perdemos muito tempo com isso.Patrick Tytgadt, fundador do 789Trip

Esse, na verdade, é um erro bem comum entre as startups, já que 23% das empresas “morrem” por causa de um time incompleto.

Outras causas de morte foram abordados por LG Lima, CSO da ACE: falta de mercado e/ou um produto que não resolve um problema real (42%), fim do dinheiro (29%), concorrência (19%), problemas com precificação (18%) e produto ruim (17%). Mas porque falar sobre o fim em um momento de começos? LG tem uma resposta: “o fracasso é o pré-requisito para a aprendizagem”.

Show me the money

Claro que ninguém monta uma empresa, começa um negócio e passa noites sem dormir só para aprender ou por um propósito. Mas, o que fica muito claro  já durante o Wizard, é que captar dinheiro não é o foco do programa, apesar de ser um dos resultados esperados. “Nesse momento, sustentabilidade do negócio é mais importante que o fluxo de caixa”, diz Luis Gustavo.

E para Mike Ajnsztajn, co-fundador da ACE, esse é o melhor momento possível para empreender.

“Tem muita gente no mercado interessado em investir. Anote aí: tem que ser muito ruim para não levantar dinheiro agora. Mas não é isso que importa”

Está anotado! E para quem quiser se juntar a esse time de grandes empreendedores, fica a dica: as inscrições para a aceleração da ACE estão abertas e as startups para a próxima turma já estão sendo selecionadas.

Quero me inscrever para a aceleração

Por: Equipe ACE

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