O que impede as grandes empresas de reagir às transformações do mercado usando seus vastos recursos enquanto as startups, que não possuem os mesmos recursos, agem mais rapidamente? São perguntas como essa que assombram os executivos e mentes-abertas das grandes corporações. Também são perguntas como essas que Pedro Waengertner, CEO da ACE, responde em seu primeiro livro: “A estratégia da Inovação Radical”.

Nele, Pedro ensina como qualquer empresa pode crescer e lucrar aplicando os princípios das organizações de ponta do Vale do Silício. Uma das ideias mais importantes que é necessário ter em mente é que:

 “Os empreendedores não começam com certezas, mas com uma visão.” 

Ter esse entendimento é essencial para que não se caia no mito de que os executivos das organizações exponenciais sempre sabem o que estão fazendo e que sabem que seu produto vai ser um sucesso.

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O que impede a inovação radical de acontecer?

É comum que executivos saibam exatamente o que está matando as suas empresas, mas é justamente a falta de olhar ao micro, ao invés do macro, que os impedem de experimentar e realizar testes em maior quantidade e diversidade e com mais rapidez. Justamente a chave para começar a inovar.

Pedro, no livro, conta o que já viu acontecer dezenas de vezes: ele questiona os CEOs sobre a importância de inovar. Todos dizem que sim. Pedro questiona, então, se eles estariam confortáveis em alocar recursos para experimentos que não garantem nenhuma segurança. Todos hesitam.

Quando uma ideia de inovação parte de outro funcionário da empresa, tradicionalmente o líder irá pedir uma detalhamento preciso do que seria aquela ação. O funcionário prepara uma apresentação que, se bem-sucedida, será levada a um comitê de avaliação. Mas o que garante, na visão dos líderes da empresa, que essa ideia possa ser bem-sucedida? Um plano de negócios, é claro! O funcionário prepara um plano, e instantaneamente surgem os questionamentos:

  • Quais os riscos?
  • E os custos?
  • Qual será o retorno financeiro?

Este tipo de questionamento não é produtivo quando falamos de projeto de inovação. O grau de incerteza das iniciativas de inovação é muito alto para que sejam utilizados os métodos tradicionais de avaliação de projetos.

Em “A Estratégia da Inovação Radical”, Pedro considera que enxergar aquilo que vai salvar sua empresa como apenas algo que vai salvar a sua empresa representa que a empresa já está fazendo apenas o mínimo necessário para sobreviver. Empresas de ponta não querem jogar na defesa, empresas de ponta atacam!

A resposta não está na sobrevivência. Está em jogar no ataque e usar as práticas que as empresas de ponta utilizam hoje.Pedro Waengertner

A Netflix, por exemplo, apostou exatamente naquilo que mataria seu próprio negócio. A empresa literalmente criou um serviço online que baniria o consumo de entretenimento analógico, o próprio serviço que ela se prestava primordialmente.

Com o crescimento das evidências de que todos os negócios serão impactados pela era digital, se tornou crescente também as áreas de inovação dentro das empresas, porque elas entenderam que a pergunta a ser feita é: como eu posso usar todas as tendências a meu favor?

Peter Drucker, que já faleceu há mais de 10 anos e é considerado o pai da administração moderna, já previu isso. Ele acreditava piamente que um negócio só teria duas atividades críticas: inovação e marketing.

 “Não é sobre a maximização do seu novo negócio, é sobre um negócio novo”. 

Ficou interessado em saber mais sobre os princípios da inovação radical?

A Estratégia da Inovação Radical, primeiro livro de Pedro Waengertner, já está a venda tanto em sua versão digital como na versão impressa.


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