Inovação, produtividade e performance caminham de forma harmônica em qualquer empresa que consegue romper as barreiras do tradicional. Mas isso não significa que essa rota é automática e sem percalços.

Para garantir que esses elementos andarão juntos, existem ferramentas e práticas para estimular a cooperação entre os colaboradores – e, consequentemente, elevar a motivação da equipe.

Vamos começar por um conceito básico, como ensina Pedro Warngertner, CEO da ACE, em seu livro “A Estratégia da Inovação Radical”:  o cliente deve estar sempre no centro de todas as atenções da empresa.

“O cliente é a chave de qualquer projeto ou processo. Ela precisa rodar nesse sentido, e aí as coisas ficam muito mais fluidas. Ela tem que sair desse mindset ‘ensimesmado’, focado só nos produtos e nos próprios processos em detrimento do cliente. O cliente é o centro da equação”, diz Fernanda Aidar, Innovation Product Manager da ACE.

“Além disso, é preciso trabalhar o mindset dos colaboradores para a inovação. E quando pensamos em ferramentas, a chave é a metodologia ágil, como scrum e o trabalho com squads”, acrescenta.

Outro método importante já testado com sucesso pela ACE é o GTD, que significa “Getting Things Done” (“Fazer as Coisas Acontecerem”), metodologia criada por David Allen há cerca de 20 anos e que auxilia o colaborador a ter mais consciência sobre as prioridades e as tarefas feitas no dia a dia.  

>> Leia mais: Como aplicar metodologias ágeis a sua corporação?

>> Leia também: Como funciona o Scrum?

O estudo do GTD na ACE resultou em equipes que passaram a entender melhor seu papel na empresa, demandas mais bem compreendidas, prazos com planejamentos mais precisos e colaboradores com clareza maior sobre como gerenciar suas próprias funções.

Pirâmide da motivação

Essa questão de estimular a criatividade, a motivação e a inovação já foi explorada de várias formas diferentes. Jack Chou, ex-LinkedIn e Pinterest e que hoje é CPO da Affirm, contou ao First Round Review sobre a pirâmide que ele desenvolveu para a construção de um ambiente de motivação na empresa.

Essa pirâmide é feita de quatro níveis:

Pessoas >> Ownership >> Metas >> Missão

Para ele, tudo começa no trabalho com os colaboradores: é preciso identificar se há ‘understaffing’, quando uma equipe tem menos pessoas do que o necessário, ou se estão ocorrendo muitos conflitos pessoais entre os integrantes.

No primeiro caso, é necessário disponibilizar corretamente os recursos para que as equipes tenham o tamanho adequado; no segundo, usar de muito diálogo e conversa para entender as questões harmonizar o ambiente.

Uma equipe que tem o necessário para crescer e que se dá relativamente bem leva ao segundo nível da pirâmide de Chou: ‘ownership’, quando os colaboradores assumem propriedade de seu trabalho por perceberem que têm condições de decidir. “Ensine sua equipe a não te procurar para tomar qualquer decisão”, ensina.

O terceiro nível são as metas, que agora precisam ficar mais claras e estabelecidas para que os colaboradores, em um estado de harmonia e autossuficiência, tenham uma base sólida de métricas para que a performance seja medida de acordo. As metas devem ser um guia, e não um elemento para eventual frustração caso elas não sejam inteiramente atingidas.

A performance da empresa

No fim desse caminho está a missão da empresa. Será uma equipe marcada pela química entre seus integrantes – que agora têm propriedade sobre seus trabalhos -, guiada por metas precisas e com clareza sobre como o trabalho resultante beneficia a empresa inteira.

“No fim, sentir que você faz parte de algo maior é o que faz as pessoas irem trabalhar todos os dias. ‘Gosto de trabalhar com essas pessoas, posso tomar decisões pertinentes ao trabalho que estou fazendo, estamos conseguindo os resultados e eu entendo como esses números se traduzem no que estamos tentando fazer como empresa ao longo de cinco anos’ – quando alguém consegue dizer tudo isso, aí sim as pessoas terão um caminho claro para a motivação”, resume Chou.


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