Como acontece em tantos outros mercados, a disrupção ronda o setor de seguros de forma ostensiva. A todo instante surgem novas startups na área – e as tais insurtechs estão entre as empresas que mais despertam a atenção de anjos e fundos de investimento. Na outra ponta, empresas que se consolidaram como gigantes  desses mercados em anos passados lidam agora com o desafio diário de manter a relevância e encontrar novas formas de fazer negócio, mais conectadas com as necessidades e demandas dos clientes, inovando em seus processos internos.

Se lidar com a inovação de forma eficiente é um desafio hercúleo para qualquer grande corporação, imagine o tamanho deste desafio para uma empresa formada pela união de esforços de dois gigantes de mercado. Esse é o caso do Grupo Segurador BB e Mapfre, união estratégica feita pelo Banco do Brasil e a Mapfre Seguros em 2010 que deu origem a  um dos mais amplos portfólios de produtos do setor, além de unidades de negócios especializadas, presença territorial abrangente e distribuição multicanal.

>>Veja Mais: Metodologias Ágeis: por que aplicar a uma grande empresa?

>>Leia Mais: Quais são as melhores práticas para se inovar dentro de uma companhia?

COMPLEXIDADES NOS PROCESSOS

Toda a força e vantagem competitiva advinda dessa união de esforços, porém, cobra um preço no aumento da complexidade dos processos corporativos. Para se ter uma ideia, o Grupo Segurador conta com a figura de dois CEOs, como forma de representar a presença de seus dois controladores. Segundo Beatriz Rocha, Head de Inovação, Sustentabilidade e Inteligência de Mercado do Grupo Segurador:

 “ISSO TRAZ UMA MAIOR DIVERSIDADE DE OLHARES PARA NOSSO DIA A DIA, MAS POR OUTRO LADO REPRESENTA UM DESAFIO EXTRA NA HORA DE TRATARMOS DA IMPORTÂNCIA DE UM OU OUTRO PROJETO DE INOVAÇÃO” 

Essas dificuldades não impediam que muita coisa fosse feita. Pelo contrário. O Grupo Segurador é, desde sua criação, uma presença constante em rankings de empresas mais inovadoras do mercado e outras iniciativas de reconhecimento a projetos desse tipo. O problema é que, apesar das boas iniciativas, as dificuldades impostas pela governança interna dificultava com que existisse uma conexão real entre elas, impossibilitando a criação de uma política de inovação de fato.

Ciente desse quadro, Beatriz foi ao mercado em busca de quem pudesse encontrar os pontos que precisavam ser melhor trabalhados para que a inovação entrasse de vez na rotina do negócio e trabalhasse a inovação dentro dos seus processos.

Ao longo da busca por potenciais parceiros, a escolha pela ACE pareceu óbvia. “Era uma empresa tida como referência no mercado e que tinha cases concretos para nos apresentar”, diz Beatriz.

>> ASSISTA AGORA A UM WEBINAR EXCLUSIVO SOBRE O MÉTODO DE TRABALHO COM SQUADS!

Na sequência, o time de ACE Cortex iniciou um verdadeiro mergulho no dia a dia e nos processos do Grupo Segurador para entender quais eram os maiores gargalos que vinham dificultando o avanço de medidas mais concretas nos processos de inovação. Segundo Pedro Waengertner, CEO da ACE:

 “FOMOS À CAMPO E FIZEMOS UMA PORÇÃO DE ENTREVISTAS, INCLUSIVE COM OS DOIS CEOs DA EMPRESA, PARA ENTENDER COMO ESSA QUESTÃO ERA TRATADA DENTRO DO GRUPO SEGURADOR E O QUE PRECISAVA SER FEITO PARA MELHORAR” 

O resultado dessa série de conversas virou um mapa do que precisava ser criado, ser mantido e mudar no negócio para que, enfim, avançasse uma verdadeira política de inovação.

RESULTADOS NA PRÁTICA

Após o diagnóstico, o time de inovação do Grupo Segurador pode iniciar um trabalho que tem contribuído para a construção de uma governança voltada de fato para a inovação, trazendo inovação para os processos da empresa, tornando o avanço dos projetos, mais rápido.

“Com as informações na mão, fica muito mais fácil convencer toda a empresa sobre a necessidade de coisas como um CAPEX dedicado aos projetos de inovação ou da criação de processos próprios para que isso aconteça”, afirma Beatriz.

Na prática, isso significa que a partir de agora fica muito mais simples para o Grupo Segurador investir na criação de programas mais robustos. “A inovação deixa de ser um conjunto de iniciativas e se torna um pilar estratégico para toda a companhia”, diz Beatriz. Por haver mais conexão entre os projetos, a expectativa é que haja também um maior impacto dessas iniciativas nos resultados do negócio.

>> Leia também: como funciona nossa estratégia de aproximação com startups

“O trabalho de mapeamento da governança para a inovação ajuda a mexer no mindset de toda a companhia”, afirma Waengertner. “Ao enxergar de forma mais clara onde estão os gargalos e o que é preciso fazer para corrigi- los, a definição e avanço dos próximos passos acontece de forma muito mais natural.”

8 perguntas que um gestor de inovação deve se fazer de tempos em tempos

1. O que os gestores da sua empresa estão fazendo para evitar um morte lenta da companhia?

2. Como o seu cliente gostaria de ser realmente atendido?

3. Quais são os desejos não aparentes do consumidor do seu produto e que você está conseguindo atender?

4. O quão lento é esse processo?

5. Para o que ele te compra?

6. O quão caro custa o seu produto?

7. Como fazer para que seu cliente vire um embaixador da sua marca?

8. Com qual frequência a sua empresa conversa diretamente com o seu cliente?

A IMPORTÂNCIA DESSES QUESTIONAMENTOS

Se perguntar o tempo todo o que a empresa tem feito para atender melhor o cliente e não ser superada por um novo competidor é o primeiro passo para que iniciativas de inovação sejam realmente efetivas e que os processos internos possam ser inovados.

 

MANUAL DE APROXIMAÇÃO ENTRE GRANDES EMPRESAS E STARTUPS

Algumas empresas buscam iniciar uma estratégia de aproximação com startups como uma alternativa para a solução de alguns desafios internos. Baseados na experiência de quem já ajudou muitas grandes empresas a lidarem com este desafio, o time de ACE Cortex preparou um manual completo. Faça o download agora!

baixe agora o e-book sobre aproximação com startups


TAGS: , , ,