O Brasil desempenha um papel importante na produção de alimentos no mundo e não há menor dúvidas de que a agricultura do país está cada vez mais se beneficiando das novas tecnologias. Apesar desse imenso mercado em potencial, as AgTechs brasileiras ainda têm um caminho considerável a percorrer. É o que pensa Matheus Mondin, professor da ESALQ/USP e um dos organizadores do 1º Censo AgTech Startups Brasil.

Mondin será um dos participantes do debate AgTechs: por que o Brasil vai liderar o futuro do campo”, que acontece no próximo dia 10 de abril, dentro da primeira edição do Growth Summit BR, evento organizado em São Paulo pela ACE e pela Bossa Nova Investimentos.

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Há uma grande bolha em relação às AgTechs. O que se lê na mídia é que nós seremos o divisor de águas, que seremos disruptivos, mas na verdade, quando estamos fora do Brasil, todo esse barulho não é ouvido. Ainda somos vistos como um país consumidor e não ofertador de tecnologias.Matheus Mondin, professor da ESALQ/USP

Por que não ser o comprador de outras empresas no mundo?

Parte dessa realidade vem da falta de informações sobre o setor de AgTechs, diz Mondin. Segundo ele, não existe transparência sobre o ecossistema de AgTech brasileiro, nem nos bancos de dados mais conhecidos. O professor calcula a existência de 200 AgTechs no Brasil. (Um número aquém do potencial que o Brasil tem para explorar na agricultura e na agropecuária.)

Esse número baixo de AgTechs no país mostra o tamanho da imaturidade do nosso ecossistema. Quando você compara o Brasil com outros ecossistemas mais maduros como Estados Unidos, Israel e até mesmo o Leste Europeu você vê que o perfil dos empreendedores desses lugares é bem diferente. Eles não estão fazendo nada para ninguém. Essa mentalidade de ‘tenho uma startup e quero ser comprado’ não existe lá. Criar uma empresa para ser comprada por outras é esquisito. Por que não ser o comprador de outras empresas no mundo?Matheus Mondin, professor da ESALQ/USP

Outra barreira que o setor de AgTechs enfrenta no Brasil é a descrença dos investidores em novas tecnologias. Segundo Mondin, é preciso planejamento de longo-prazo para conquistar o dinheiro necessário e desenvolver as ideias que nascem aqui.

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Nossas startups levam de 10 a 15 anos para atingir um patamar razoável. Fora do Brasil esse ritmo é de 4 anos. Quer dizer, você nunca vai ser competitivo. E o que que falta? Dinheiro. Existe muita imaturidade nesse sistema de investimentos brasileiros. Isso acaba fazendo as startups andarem muito tempo por conta própria. Matheus Mondin, professor da ESALQ/USP

Quer ficar por dentro do mercado de AgTechs no Brasil? Confira o debate completo no próximo dia 10 de abril. Além de Mondin, o painel terá a participação de Almir Araujo, gerente de Marketing Digital da BASF para América Latina, e Francisco Jardim, sócio fundador da SP Ventures. Os ingressos para o Growth Summit BR já estão à venda. Garanta o seu!

Growth Summit BR


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