30 nov Os 6 fatores que mais matam startups

Quem tem uma startup sabe o quanto é complicado sobreviver neste mercado por muito tempo. E nem é tão difícil entender por que as startups morrem. A concorrência é grande e os recursos, normalmente, bem escassos. Convencer investidores a embarcarem na ideia também não é uma tarefa fácil. Além disso, a falta de experiência em gestão e a pouca capacidade de adaptação ao mercado costumam ter muita influência no desfecho triste para muitos empreendedores.

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> Veja também: O que a ACE analisa ao escolher uma startup

Mesmo as aceleradoras, uma das alternativas mais interessantes para conseguir apoio na hora de fazer a empresa deslanchar, têm uma série de critérios e apenas uma minoria consegue passar nos processos seletivos das melhores. (Para se ter uma ideia, a ACE recebeu no último ano mais de 2.000 mil inscrições e selecionou menos de 70 empresas para seu programa).

Como evitar os fatores que mais matam startups

O primeiro passo para evitar que sua startup caia na mesma armadilha que tantas outras é investir em conhecimento. Vale desde buscar os melhores livros, filmes, palestras, podcasts e cursos até encontrar mentores que possam te ajudar a ver pontos que não estavam tão claros antes.

Aqui no blog da ACE e na nossa área de Educação Empreendedora também temos uma porção de conteúdos que podem ajudar nessa missão.

Conhecer bem os casos de quem falhou também ajuda a não cair nos mesmo erros. A CB Insights mantém uma página com os casos de startups que não deram certo. São quase 300 empresas com suas histórias relatadas por lá.

Os maiores motivos de morte de startup

É também da CB Insights uma pesquisa que aponta as principais causas de morte de startups. Selecionamos aqui os seis principais motivos e as nossas orientações de como evitá-los.

1. Falta de mercado

Resolver um problema que seja uma verdadeira dor para o mercado é um dos primeiros passos para que uma startup dê certo. E não fazer isso é a principal causa de morte de qualquer empresa.

Além disso, é preciso que esse mercado tenha um tamanho relevante. Uma das principais formas de calcular o tamanho do mercado em que você está se inserindo é o Tam Sam Som, que explicamos no curso de Tamanho de Mercado, disponível na área de Educação Empreendedora do nosso site.

Seu mercado é tão grande quanto seu sonho? Baixe o curso grátis e descubra o tamanho do seu mercado.

2. Fim do dinheiro em caixa

Uma das principais características de toda startup é o dinheiro sempre curto no caixa. Daí o desenvolvimento de conceitos como o Lean Startup.

Para não se ver nessa situação é fundamental ter uma grande preocupação com as métricas desde o primeiro dia. Toda startup deve ter uma gestão data-driven. Conhecer métricas como LTV e CAC e  ter esses números sempre na ponta da língua – e saber como agir com base no que eles apontam – costuma ser uma característica em comum entre empreendedores de sucesso.

3. Time incompleto

Aqui na ACE, a existência de um time completo e complementar é um dos primeiros fatores que analisamos ao avaliar uma inscrição para nosso processo seletivo.

Isso porque sabemos o quanto é difícil tocar uma startup e como é importante que haja gente preparada para olhar todas as áreas principais do negócio. Sem isso, o desafio de ter um negócio como esse se torna praticamente impossível.

enfrentar concorrentes mais fortes

4. Concorrentes mais fortes

Enfrentar concorrentes mais fortes é comum a muitas startups. O diferencia aquelas que conseguem vencer a disputa das que ficam pelo caminho é como elas fazem para contornar a disputa.

Um dos primeiros caminhos é identificar com maior precisão a dor do cliente. Muitas vezes os concorrentes maiores se conformam com uma solução já consolidada e não aprofundam em novas dores do cliente.

Outro conceito que precisa ser explorado à exaustão é o de Job to Be Done. Ao entender por que os clientes compram seu produto, você ganha mais margem e precisão para enfrentar a concorrência – que às vezes nem é quem você pensa.

5. Problemas com precificação

Qual o preço certo para o seu produto? Essa é uma das questões mais difíceis que uma startup tem para responder.

Existem diversos métodos que ajudam nessa definição. Um dos primeiros passos é investir pesado em validação. Entender a fundo como seu cliente pensa, qual a sensibilidade a preço e o quanto ele está disposto a pagar.

Outra técnica que pode ser bem útil nesse processo é unir a estratégia de preço ao conceito de problem/solution fit para chegar ao preço ideal a ser cobrado.

6. Produto ruim

É fundamental perseguir o Product/Market Fit – ou seja: ter a certeza que seu produto faz sentido para o mercado. De nada adianta ter uma solução incrível se não for ela que seus clientes estão procurando.

Pior ainda é quando o produto é realmente ruim. Daí a importância de se criar um mínimo produto viável (MVP) e de ter a mente aberta para pivotar a qualquer momento.

O Guia de Lean Startup, também disponível gratuitamente no site da ACE é uma leitura muito importante para se conectar melhor aos conceitos de MVP e pivotar.

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As 6 maiores causas de morte das startups em um infográfico

Para que você esteja sempre atento a esses motivos e consiga fugir deles, preparamos este infográfico. Minha sugestão é que você salve ele em algum lugar e volte a visitá-lo de tempos em tempos. Fazendo uma análise crítica de sua startup e implementando as técnicas desse post você evitar que alguns problemas se tornem mortais.

fatores que mais matam startupsFonte: CB Insights

Gabriel Ferreira
gabriel@goace.vc

É o gestor de conteúdo da ACE. Antes, foi jornalista em veículos de comunicação como Exame PME, Você S/A e Brasil Econômico. Também trabalhou com grandes marcas como Allianz Parque, Bayer e DuPont.



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