São necessariamente os jovens que devem liderar a inovação? Por que atribuir isso a uma geração só, desconsiderando a experiência de pessoas mais maduras?

Fiquei pensando em tudo isso após assistir ao filme “Um Senhor Estagiário” (The Intern), em que um executivo aposentado (Robert de Niro) decide trabalhar como estagiário em uma startup de ecommerce gerida pela founder e CEO de menos de trinta anos (Anne Hathaway).

À medida que se tornam mais próximos, o ex-executivo passa a atuar menos como aprendiz e mais como mentor da CEO. O personagem de De Niro auxilia a de Anne Hathaway a desenvolver habilidades interpessoais tão necessárias à gestão, como foco nas pessoas, atenção a detalhes, bom relacionamento com os pares e equipe e capacidade de delegar.

O “senhor estagiário”, por sua vez, passa a entender melhor como funcionam as metodologias ágeis e também e a usar novas ferramentas de tecnologia.

um senhor estagiário

Os benefícios da mentoria

Uma relação como essa é o típico ganha-ganha. E aqui na ACE, vemos isso na prática. Por ter um grande time de mentores e ser integrado à rede do Google Launchpad, sabemos que um bom processo de mentoria é uma via de mão-dupla.

Ele envolve não apenas a capacidade de o mentor transmitir conhecimento e de o mentorado absorvê-lo, mas também o estabelecimento de confiança e construção de relacionamento ao longo do processo.

Muitas empresas nos procuram para desenvolver projetos de inovação interna que visam trabalhar a cultura organizacional, por meio de mentorias e intraempreendedorismo.

Ao conversar com essas empresas, notamos dois objetivos distintos:

  • Reter e promover os talentos internos da geração Y ou millennials;
  • Preparar sua liderança mais experiente (baby boomer ou geração X) para trabalhar com as gerações mais novas.

O abismo geracional no dia a dia

Essa questão de abismo geracional é tão crítica que, em algumas empresas que trabalhei, havia até dashboard que monitorava a distribuição entre as diferentes gerações. Um dos KPI do RH era evitar o turnover dos millennials.

Isso ocorre porque, ao mesmo tempo em que a grande empresa está pensando em fazer projetos inovadores, as gerações mais novas pensam em trabalhar e/ou fundar sua startup.

Na ACE, nossa visão é que inovação não se faz com tecnologia e sim com pessoas, pois é questão de desenho organizacional.

integração sem conflito geracional

Trabalho integrado entre diferentes gerações

A Nuper, uma startup de delivery de supermercado acelerada pela ACE, integra brilhantemente fundadores millennials e um time de assistentes pessoais atenciosos e dedicados, da faixa etária de 50+.

A excelência é garantida porque existe um time forte por trás do planejamento e da execução, baseado em complementaridade e colocando o consumidor no centro.

E essa não precisa ser uma realidade apenas para startups. Temos ajudado muitas grandes empresas a integrarem diferentes gerações e darem espaço para que todos possam inovar.

E pelas conversas diárias com nossos clientes, garanto que, assim como De Niro e Anne Hathaway, é uma relação em que todo mundo sai ganhando!

Se quiser falar mais sobre isso, me escreva!


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