Por que startups morrem?

Por Renata Sagradi - 03 Oct 2019, 07:29
Por que startups morrem?

Um visão prática: a probabilidade é que startups morram. Como um experimento, se for validado, tem chances de seguir em frente e virar uma empresa. Porém os desafios são muitos e, mesmo após receber algum investimento, não significa que os problemas terminaram. Muito pelo contrário, eles estão só começando.

Desde 2012, a ACE analisa startups, e dessa experiência, podemos traçar um padrão de comportamento das startups que irão se destacar. Aprendemos com os erros e, eliminando certo aspectos, as chances de sobrevivência se tornam muito maiores. 

À luz da nossa experiência, analisamos as causas de fracasso de startups listadas pelo CB Insights neste link.

Causa 1 – Falta de mercado ou falta de necessidade do produto

O sol é o melhor detergente para startups. Por vezes, empreendedores ficam tão apegados às ideias que só veem a necessidade real uma vez que o produto ou serviço chega ao mercado. 

Como evitar: Validação! Vá para a rua falar com clientes, entender seu mercado e procurar uma dor real para resolver. Com inteligência, metodologia e baseado em dados, defina as hipóteses principais e vá para a rua. Mais de 90% das startups que passaram pela ACE mudaram alguma coisa no negócio, do modelo à estratégia de go to market.

Fatores correlatos: não escutar os cliente, pivot que deu errado

Causa 2 – Fim do dinheiro de caixa

Aqui, timing para captação de dinheiro se coloca como fator primordial. É necessário alinhar a queima do dinheiro, como o que há em caixa e o que entra de receita. Startup é um business perecível, se você não consegue tração dentro de uma janela específica, a probabilidade de receber funding cai muito. 

Como evitar: Cada round investimento deve durar cerca de 18 meses. Programe-se para equilibrar dinheiro que entra com o que é queimado. No sufoco, empreendedores tendem a tomar decisões ruins. 

Causa 3 – Time incompleto

Por definição, a startup tem tecnologia proprietária, logo, é imprescindível que um dos founders seja a pessoa de tecnologia. Atividades-chave para a empreitada também devem ser feitas por um time próprio (não terceirize!) e que se complemente. O CEO é uma figura importante que deve ter uma visão do todo do negócio, além de ter habilidade em apresentações de fundraising, bom relacionamento com investidores e, ao mesmo tempo, competências técnicas, como vendas, marketing e gestão. 

Como evitar: não é apenas uma questão de pessoas, mas de competências. Os sócios devem ser dedicados e, pelo menos um, dedicado à tecnologia. A terceirização de atividades core não é bem vista por investidores.

Fatores complementares: falta de foco da equipe, falta de harmonia no time, burn out. 

Causa 4 – Concorrentes mais fortes

Difícil de prever a chegada de um player mais capitalizado ao mesmo mercado, mas é possível estar sempre atento e, caso sinta que será engolido por um concorrente com mais alcance, pivotar é a solução. 

Como evitar: as vezes, não depende só de você. Mas a opção é pivotar rapidamente e encontrar outra oportunidade no mercado. 

A maior parte das startups morrem antes de se tornar uma empresa, na fase entre ideação e validação. Mas, passando desse estágio, ainda há chances de fracasso. 78% das startups que recebem algum investimento Early Stage morrem.

>> Leia mais motivos aqui.

Prolongue a vida da startup

Ouça seu cliente, vá a campo, entenda sobre o problema e baseie-se mais no que diz as pesquisas do que em ideias brilhantes. Encontre as dores, pense em soluções inovadoras e esteja com a cabeça aberta pra mudar e fazer os ajustes necessários. 

Não fique no meio termo, mire alto e pense grande! O cemitério está cheio de boas ideias. 

Quer ouvir mais? Ouça abaixo o nosso podcast!

Por: Renata Sagradi

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